terça-feira, 30 de setembro de 2008

Segundo serviço e Londres de cima.

Desculpem por mais uma semana sem novidades. Foi a correria que me afastou daqui.
Ensaiei escrever anteontem e ontem mas, não me sentia inspirado. Para ser honesto, ainda não me sinto. Porém, me sinto na obrigação de não abandonar esse projeto.
Semana passada eu tive uma entrevista numa rede de farmácias muito famosa aqui, a Boots. Tive de dar uma desculpa para não ir ao trabalho na terça-feira e fui para a entrvista. Para ser convidado a ser entrevistado, tive de fazer uma prova pela internet. Muito parecida com aquelas intrermináveis provas dos processos de trainee que fiz ainda no Brasil. Na entrevista, o gerente disse que o processo era sério, que muita gente tentava ser entrevistada mas que poucos conseguiam. O mesmo papinho de RH que ouvi muito por aí. O mais engraçado é o momento em que eles dizem "Só fato de estar aqui já é uma grande vitória." Esperei por três dias a resposta e nada. Cabeça erguida!
Quinta à meia-noite caiu meu salário. Tive que ir até o banco 24h perto de casa para poder sacar o dinheiro para colocar o aluguel em dia. Ufa, foi quase tudo.
Porém, na sexta-feira à noite o Júnior, meu vizinho, me ligou dizendo que tinha aparecido uma vaga de última hora no PUB onde ele e o Felipe, o outro vizinho, trabalham. Topei, mas disse que só poderia começar no sábado, já que na sexta eu iria na despedida do Benê. Ele estará chegando em São José muito em breve. Valeu pela força aqui, Benê!
A despedida foi ótima. Ficamos num bar em Picadilly e depois fomos a uma balada por ali mesmo. Muito divertido.
Sábado acordei tarde, bem descansado. Fui ao supermercado e fiz um almoço bem gostoso.
O resto do dia passei bem tranquilão, esperando a hora de trabalhar chegar.
O PUB é gay. Sabendo que somos funcionários e percebendo que todos somos heteros, os caras nem mexiam com a gente. O clima de trabalho é bem tranquilo, a música é boa e não há muita dificuldade em catar copos, lavá-los, secá-los, guardá-los e repetir esse processo durante as 5h de turno. Os meninos recebem sempre em dia e a grana que vai entrar agora somada ao meu salário do restaurante estará bem próxima daquilo que eu pensava ser o ideal assim que cheguei aqui. Trabalharei então no restaurante de segunda a sexta e no PUB de sexta e sábado.
O bacana é que vou para o trabalho com o Junior e na volta estamos os três juntos.
Domingo foi o último de sol até sabe-se lá quando. Portanto, decidimos ir até a London Eye, a roda-gigante estrategicamente posicionada à beira do rio Tâmisa e com vista para os principais pontos da cidade. Chegamos lá por volta das 15h e nem enfrentamos fila. Valeu muito à pena.
Depois de lá voltamos para casa, assistimos o jogo do Inter x Grêmio e depois cama.
A semana mal começou e já está na metade. Uma doideira.
Estou gripado. O tempo é muito doido aqui. Eu me alimento muito bem, me cubro o máximo possível, mas a cidade inteira está com os olhos marejados e os narizes vermelhos. Atchim e cof-cof no metrô, na rua, no trabalho, no busão. Paciência.
Comprei um chá do tipo Vick, com paracetamol, uma pastilha para a rouquidão e um descongestionante nasal. Agora é só esperar e me cuidar mais.
Pai, mãe, vovós e etc, acalmem-se, é só uma gripe. A garganta está intacta, mas estou atento.
A temperatura não está passando dos 15 graus, mas a sensação térmica não é das piores.
Vou para casa agora aproveitar que a TV aberta finalmente vai passar um joguinho de futebol ao vivo!
O Junior vai levar meus documentos xerocados hoje no PUB e amanhã já devo receber uma graninha de leve.
Tudo indo muito bem aqui nas estranjas.
Saudades de vocês. Mas, como eu disse a uma amiga agora há pouco, quanto mais eu gosto daqui, mais eu gosto daí!
Amo vocês.
Saudadonas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Festa estranha...

Depois de uma super semana de trabalho, nada mais justo que uma festinha para relaxar.
Durante toda a semana a Tati, supervisora da minha loja, estava fazendo uma baita propaganda do churrasco do pessoal das lojas da rede, que ia ser na casa dela.
Ouvi muitos falando que não iam e outros estavam em dúvida. A Magna, minha vizinha e companheira de trabalho, me disse que as festas costumavam ser boas na casa da Tati. Já que eu tinha referência de alguém conhecido e não tinha absolutamente nada a perder em ir a um lugar com um monte de gente diferente, decidi ir.
Passei o sabadão em casa lavando roupas, arrumando o quarto, batendo papo com meus vizinhos e esperando a hora chegar.
Quando o relógio marcava 22h saí de casa com a Magna em direção ao churrasco.
Chegando lá, me deparei com uma casa bem parecida com a minha, lotada de gente. O som era forró nordestino. As comidas eram bem simples. Uma espécie de torta de palmito sem a torta, só o recheio. Uns ovinhos de codorna meio verdes, um pão de alho e muito, muito churrasco. Coraçãozinho, umas carnes, frango. Muita coisa mesmo.
Como eu não sabia se ia ter comida ou não, resolvi comer em casa antes de sair.
O pessoal da festa era todo brasileiro. Já tinha ouvido falar que tem muita gente aqui que vem para fazer a vida mesmo. Talvez por eu estar convivendo com o pessoal da escola e, por coincidência, a maioria do pessoal do meu trabalho ser de estudantes que estão ali para ganhar dinheiro para pagar as continhas básicas e viajar pela Europa, não tinha tido contato com o pessoal que estava ali na festa.
É gente muito trabalhadora. Eles vêm com o projeto de ficar o máximo de tempo que der, mandam dinheiro para a família, viajam por aqui e vão ficando.
Me senti meio ET ali. Mas foi mais uma aventura. Me enturmei, como de costume. Ouvi todos os tipos de histórias.
A festa em si foi muito estranha. Acho que o Renato Russo escreveu um pedaço de "Eduardo e Mônica" inspirado no que eu passei ali.
Do trabalho mesmo, ninguém foi! Uia!
Falando em trabalho, está começando a aparecer uma ou outra coisa para o projeto Segundo Serviço. Torcida, galera!
Começou mais uma semana, mais um mês para mim e mais uma estação.
Com medo do frio ou não, minha aventura está sendo muito bacana.
Amo vocês.
Saudadona.

Releituras com cuidado.

A semana passada foi realmente devorada pelo tempo.
Segunda a sexta sem mudanças muito significantes. As únicas coisas que estão muito diferentes são o tempo e a temperatura. Já está escurecendo perto do horário normal (para mim) e o frio está começando a dar as caras. Brrrrrrrrrrrrr...
Eu já queria há muito tempo ter feito uma lista de desmistificação das coisas inglesas e vou tentar enumerar aqui algumas coisas que não batem em nada com aquilo que havia escutado antes de vir.
O Big Ben não é pequeno. Aliás, o Big Ben não é nem o relógio mas, o sino que badala dentro dele. E, tanto a torre, quanto o sino, são bem imponentes.
O inglês é muito sério sim, mas conheci alguns muito simpáticos e educados.
Eles são pontuais mas, em muitas oportunidades, já vi gente correndo com cara de sono e ressaca pelos corredores do tube. Além disso, os trens se atrasam constantemente, atrasando, assim, os tão pontuais ingleses.
O Rio Thames é sujo. Não é um Tietê, claro, mas, vendo bem de pertinho percebe-se que ele está longe de ser um viveiro de peixes felizes. Vez ou outra ainda rola um bodó!
Lembrei de falar sobre estes mitos porque aqui foi lançado um que eu não duvido, mas adoraria que fosse falso. Todos falam do frio aqui com uma dor que só vendo. Dizem que é para eu me preparar, pois a luz do dia vai embora às 15h e que o frio ataca mesmo. Dóem os dedos, os pés, as juntas. O que será do meu joelho?!
Fora isso, os dias aqui estão cada vez mais comuns. Hoje se completam 3 meses que eu saí de casa. Uma beleza! Um marco a ser comemorado e lembrado. Mesmo já tendo tido a experiência de morar fora de casa, a vida era uma moleza. Tinha dinheirinho na conta, cartão de crédito, a Gi para lavar, passar e engomar as minhas roupas todo santo final-de-semana. Qualquer saudadezinha era resolvida no máximo em uma hora de viagem e o valor das coisas era diferente.
Agora não. Agora, além de eu estar a milhares de milhas de casa, além de ter que fazer muita salada para pagar minhas continhas, sou diferente.
Ontem estava conversando com o Gustavo em Camden Town. Foi uma conversa bem bacana. Percebi o quanto ele está animado com a mudança brusca na vida dele. Como é de costume nele, qualquer coisinha o deixa deslumbrado. Aqui não é diferente. O fato de ele ter de lavar as roupas, fazer as compras e as comidas, ficar com a mão toda vermelha e machucada de tanto carregar peso e lavar copos, estão servindo de combustível para ele. Quem duvidava que ele conseguiria, pode esperar para encontrar outra pessoa em alguns meses.
Ficamos conversando por algumas horas e chegamos em um ponto que começamos a reler nossos últimos anos. Foi uma releitura muito difícil. Passando por confidências e analisando nossa postura nos últimos 3 anos, ficamos com um aperto comum no peito.
Agora falarei por mim.
Esse aperto me veio bem forte. Vi a quantidade de coisas que eu deveria ter feito diferente. A quantidade de erros que eu cometi, decisões erradas e atitudes lamentáveis. Pessoas que poderia ajudar e pensamentos simples que poderiam ter evitado que eu tomasse decisões e agisse de maneira errada.
Quando percebi que estava começando a sofrer com a releitura e o Gustavo também, me veio uma luz bem boa e uma energia me despertou.
Falei para ele que é importante fezer esse precesso de "voltar a fita" mas, é preciso ter cuidado demais. Esse processo machuca e pode nos levar a um lugar indesejável. O essencial é reparar que a capacidade de perceber os erros já é um sinal de mudança para frente. Agora eu me sinto munido de força de vontade para fazer diferente. Investir minha energia em coisas construtivas. Ajudar a quem precisa e tentar sempre melhorar. Me assusto um pouco em ter já 25 anos, mas sei que é muito pouco. Eu fico tão aliviado em saber que posso ter adiante muitas oportunidades para fazer diferente.
Continuarei fazendo releituras e, sempre que possível, perceberei que, por mais que esteja falando de mim, sou diferente. O tempo está passando e não quero deixar isso acontecer em vão.
Vamos todos tentar dar uma olhadinha para trás e perceber que nunca é tarde para mudar. O arrependimento existe e deve ser visto como uma oportunidade de perdão. Uma oportunidade de fazer diferente.
Mas é preciso cuidado. Não se pode deixar o sentimento de culpa passar por cima e derrubar todos os processos construtivos que levam à releitura. O passado pode ser referência para o bem ou para o mal mas, ele não será mudado por nada, apenas podemos construir agora e, no futuro, sermos melhores.
Amo vocês, saudadona.

domingo, 14 de setembro de 2008

Cool.

Quarta-feira foi tranquilona. Trabalhei à beça mas, não foi nada além do esperado. Entrou mais um cara para substituir o Amauri, meu amigo que saiu. Agora são cinco colombianos e só eu de brasuca. Que beleza! Mais serviço para mim. Saí de lá para a aula e vim para casa.
Quinta-feira eu estava aliviado por saber que à meia-noite eu receberia o salário das duas semanas anteriores. Como dei uma ajustada nas contas e tinha comprado coisas de primeira necessidade na semana anterior, tinha £5 para passar toda a semana. Foi tranquilo até, já que o que eu tinha de reserva na despensa me alimentou bem demais e não gasto com almoço e transporte. Nada de perrengue, mas mais um sinal evidente de que eu tenho que arrumar um outro trampo.
Sexta-feira, grana na conta. Saí da aula e fui comprar um tênis, já que o meu querido Shox morreu. Sem sola e totalmente torto, estava merecendo um final digno. Sem poder fazer extravagâncias, fui atrás de algo simples e barato. Dei sorte. Encontrei uma promoção na Lillywhites, uma loja de esportes gigantesca em Picadilly. Só tinha tênis feios. Até que ali, no meio dos 43, vi um Adidas bem estiloso. Sem caixa, ele olhou para mim e disse, "Me compra!". Pensei, analisei. Totalmente fora do meu estilo, mas me deixou bem cool. Da loja eu fui para casa apenas para tomar banho, já que ia sair com um pessoal. Fomos até o O'Neils de Leicester Square, a melhor baladinha que fui desde que cheguei. Gente bonita, cervejinha gelada e música de primeiríssima qualidade.
Ficamos lá até umas 3h da manhã e depois busão para Willesden Green.
Aparte do meu cabelo cada vez maior e da minha barba ruiva, no sábado eu fui colocar meu outro brinco. Ficou bem legal! Estou me tornando um James, inglesinho de merda!
Fui ao supermercado, repus tudo o que estava faltando - e estava faltando tudo.
À noite fui com a Magna, a Cami e a Vivi até o Barcode, o pub onde o Felipinho e o Junior trabalham. Apesar de ser um lugar muito gay, a música era boa demais, as bebidas eram acessíveis e estava muito bem acompanhado por belas mulheres. Os gays não mexem com quem está quieto e mulher bonita espanta os caras. Sossegado.
Hoje acordei tarde, fiz mais um strogonoff de porpeta e fui para o The Mayor’s Thames Festival e agora vim atualizar o blog.
Vou fazer minha oração de Domingo e dormir. Mais uma semana para o tempo devorar começa amanhã!
Amo vocês.
Saudades.

Livre.

Como seria a vida sem as referências?
A tendência geral de analisar as pessoas sempre a partir de comparações que o senso comum nos dita como regras pode também nos deixar míopes e, pior, tirar da gente a liberdade de obter a sensação integral de um julgamento genuíno.
Concordo que seria muita arrogância e perda de tempo querer analisar cada coisa de maneira autêntica, recusando tais referências. Porém, ficar reprimindo nossas impressões e opiniões originais tira um pouco da graça de ser indivíduo.
Hoje eu fui ao The Mayor’s Thames Festival, um super evento que celebra o Rio Tâmisa através de apresentações ao ar livre e de uma grande feira livre. Tudo pra um monte de gente livre.
Eu me senti assim lá no meio da multidão. Para começar, Camila e eu paramos num palco bem na entrada do Jubilee Gardens, um espaço gramado à beira do Tâmisa e bem debaixo da London Eye, a super roda-gigante. Lá tinha uma banda que tocava um som bem engraçado, animado. Além das figuraças que eram os músicos, os espectadores davam um show de dança. No ritmo, mas sem a menor noção estética, eles requebravam o esqueleto, sem vergonha. A primeira coisa que me veio na cabeça foi admiração pela liberdade daqueles que estavam chamando mais atenção que o show da banda. Mas logo me veio a idéia de que aquilo era ridículo. Como aquelas pessoas poderiam ter coragem de se expor ao ridículo de mostrar que não sabem dançar? Mas, pera aí?! Que padrão que eu estava usando?
Foi então que eu parei para reparar e me fiz a pergunta que iniciou o texto.
As minhas referências disseram que aquilo era fora do aceitável, entrando em confronto intenso e direto com a minha sensação original. Eu tinha achado super bacana de primeira mas, porque eu tinha uma opinião concebida sem muita análise, eu parei de achar bacana.
Tinha uma menina fazendo uma dança muito esquisita. Ela não estava no ritmo, estava com um jeitão de doida e ainda era meio desengonçada. Mas a alegria que ela estava exalando e a sensação de bem-estar que ela estava emanando eram mais evidentes. Ela estava livre.
Na realidade, todos ao redor dela estavam na mesma vibração. Gente de todas as idades, os pares mais improváveis. Um velhinho meio manco, um casal de idosos na maior sintonia. Todos entregues à maneira mais simples de se ser livre e feliz.
Com meu celular a postos, filmei boa parte desse episódio.
Depois de dar muita risada, fomos até um outro palco e nos deparamos com uma coisa muito legal. Era uma apresentação de le parcour. Se trata de um esporte que consiste em fazer percursos urbanos de maneira bem arriscada e utilizando manobras que dão pontos aos competidores pelo nível de dificuldade. Subindo muros e descendo deles, pulando de telhado em telhado e dando cambalhotas e mortais, os caras deram um show. E tudo sem proteção.
Saímos de lá e fomos beirando o rio, onde estavam dispostas várias barraquinhas de artesanato e afins. Objetos de decoração, bijouterias, roupas, acessórios, quadros, caricaturas, postais, música o vivo, livros, comidinhas, etc. Fomos andando e batendo papo, vendo a noite cair, assim como a temperatura, apreciando o movimento intenso de gente de todo o mundo. Quando nos demos conta estávamos bem longe de onte partimos. Mas valeu. A volta é sempre mais rápida que a ida.
Ainda encontramos com um desfile de fantasias e, na hora em que estávamos chegando, com um grupo de Hare Krishnas. Animadíssimos, eles colocaram todos para dançar e cantar aquele hino que todos conhecem. Muita energia positiva.
Quando já estava super contente, me ligam meus irmãos e meu paizão. Eita saudadona boa!
Conversei com os três, contei as novidades e ainda tive notícias do futebol em tempo real. Dá-lhe Tricolor.
Energias boas carregadas, voltamos para casa.
Sempre me senti um cara feliz. Continuo assim. O que está acontecendo agora é que eu tenho vivenciado e percebido que as coisas mais simples da vida são suficientes para manter a felicidade. E, melhor que isso, elas são de graça e não dependem de nada além da nossa busca por elas e pela intenção de espalhá-las ao nosso redor.
Ser feliz, ser livre, amar, perdoar, ajudar, aceitar ajuda. Perguntar e responder. Dar afeto e buscar nele um alento que só se tem ali.
O caminho do bem é longo e largo. Tem buracos e curvas. Rotatórias e desvios.
Mas nele tem espaço para qualquer um que queira ser livre e feliz.

Amo vocês.
Saudadona.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Semana igual e final de semana com strogonoff de porpeta.

Semana passada foi muito igual às outras.
O meu trabalho tem me cansado muito mas, ao mesmo tempo, eu estou cada vez mais acostumad a ele. Já comecei a gostar mais dos trabalhos braçais e os faço na metade do tempo que costumava a gastar no começo.
Segunda-feira inglesa também tem cara de segunda-feira. Terça-feira é o dia mais corrido lá na loja. Quarta-feira eu costumo sair da escola, vir para casa lavar roupas e esperar para ver algum jogo de futebol aí do Brasil.
Quinta-feira é dia de recolher roupa e tentar relaxar o máximo possível e sexta é sexta!
Por recomendação do meu professor, eu tenho procurado ler mais em inglês. Aqui em Londres tem muito jornal vagabundo. No melhor estilo tablóide, na entrada do metrô ficam centenas de indianos, "sri-lankenses" e etc, oferecendo jornais que cultuam os crimes horrendos, os comportamentos bizarros das celebridades e a vida esportiva do inglês. O problema é que, além do conteúdo pobre, a lingüagem informal e cheia de abreviações e gírias destrói dias e mais dias de trabalho árduo!
Comprei então uma revista Newsweek que explica detalhadamente a guerra entre Rússia e Geórgia e conta a biografia do Barack Obama. Já li a revista inteira e, com a ajuda do dicionário que eu ganhei do meu amigo Satish, irei reler e tirar todas as dúvidas que eu encontrei ao longo da leitura.
Meu inglês está sensivelmente melhorando. Já consigo usar melhor o que eu tenho aprendido e tenho cometido poucos erros em conversação. Semana passada fiz um teste escrito e errei muito pouco também.
No sábado aproveitei para descansar e cozinhar. Como a carne aqui é muito cara, comprei porpetas. Cortei-as em quatro partes e fiz um strogonoff de porpeta. Eu como salada de segunda a sexta, não posso reclamar. A comida é saudável e gostosa, mas mereço no final de semana dar uma variada. Uma delícia.
A noite fui a um pub em Canary Wharf, o novo centro empresarial de Londres. O lugar é muito lindo e moderno, um grande contraste na paisagem. Ficamos pouco tempo mas valeu o passeio. Arejou.
Domingo acordei tarde também, assisti a corrida de F1, almocei a segunda parte do strogonoff e depois tomei umas geladinhas com o Junior, já que não fazíamos isso havia muitos dias.
Ontem eu não fui à escola por uma boa causa. A Camila, minha vizinha, trabalha em um restaurante português bem famoso aqui em Londres. Acontece que ela já está lá há um mês e não recebeu um pence. O combinado e o trivial aqui é o pagamento ser feito semanalmente. Como ela fala pouco inglês me pediu para ir com ela para ajudar a descobrir o que passa. Entrei no restaurante com ela e demos de cara com o dono. Me apresentei como primo dela e questionei a situação. Subimos ao escritório e o homem fez uma correria atrás de documentos e comprovações de que o erro não era deles. Insistiu, fez tudo na minha frente. Eu marcando em cima. Depois de quase uma hora de conversa tensa, descobrimos que o erro grotesco foi cometido por algum dos gerentes. Problema resolvido.
Hoje fui à aula e meu porofessor pediu o meu Progress Book, um livro de acompanhamento do meu progresso, literalmente. Ele fez umas anotações e deu a entender que a recomendação era para a minha mudança de nível, porém hoje terminava um prazo para mudanças. Provavelmente isso ocorrerá em duas semanas.
Continuo meu movimento em busca de um segundo trabalho. Os resultados eu conto assim que tiver novidades. Só posso dizer que estou firme, calmo e confiante.
Saudades de todos.
Amo vocês.

P.S.: Leiam o texto a seguir.

Cativar, ser responsável e resiliente.

Eu tenho escrito aqui muito pouco, eu sei.
É um verdadeiro tiro no pé pra quem estava alcançando proporções tão grandiosas dada a humilde estimativa durante o processo de criação deste espaço.
Mais do que isso, eu criei aqui um porta-palavras que reune muito de mim e passa adiante - ou tenta passar - um pouco das coisas que eu sinto enquanto vivo essa aventura.
Sei que alguns textos têm sido lidos por bastante gente. Já recebi elogios e comentários por cada um deles. Realmente, cuido muito para que os textos saiam de maneira que vocês se transportem para o lado de cá do oceano. Escrevendo e relendo eu sinto a presença de vocês aqui.
É assim então, juntando todos estes fatos, que eu percebi que cativei a atenção e o carinho de vocês.
E como Antoine de Saint-Exupéry maximizou, cabe a mim a eterna responsabilidade por aquilo que eu cativei.
Sabem quando alguma coisa que pode ou deve ser resolvida e a gente sabe disso - e por um monte de motivos que são indivisíveis, já que a gente não consegue citar um separado dos outros - e enquanto não a resolvemos ela incomoda tanto que chega a tirar um pouco a cabeça das devidas atenções?
Sabem também quando, não bastassem as pressões internas, ainda aqueles que você cativou começam a questionar a falta de comprometimento com a sua causa, que agora é deles?
Enfim, aí que entra a resiliência.
Não existe razão para eu querer tirar de mim essa responsabilidade.
Existem tantas responsabilidades que nos preocupam e nos incomodam de um jeito ruim. Elas realmente preocupam e incomodam porque no fim das contas o resultado do nosso comprometimento não nos dá a sensação de que valeu à pena fazer tanto esforço.
Por outro lado, a responsabilidade que eu tenho aqui é deliciosa. Eu fui atrás dela por caminhos naturais. Foi uma seqüência deliciosa de fatores, uma trilha que eu fui desbravando até encontrar ali a minha paisagem, o meu sossego, a minha responsabilidade.
Encontrei em mim este lado resiliente no processo de auto-descoberta que eu tenho feito nos últimos anos. Olhando para a minha vida e lendo minha história eu vi que nas situações onde eu me vi sob pressão fiquei ali, com medo mas firme. Encarei e esperei ver o que ia dar. Os objetivos eram alcançados, alguns com uma margem de sorte considerável, mas minha postura firme sob pressão me fez viver tais situações por completo.
Aqui estou eu hoje, quase dez dias depois de ter escrito meu último post, fazendo um texto com cara de mea culpa mas que certamente é uma síntese de uma parte importante do meu atual momento.
Foi muito fácil tomar a decisão de vir pra cá, uma vez que querer uma coisa boa é mais fácil que piscar os olhos. Difíceis foram os momentos que antecederam a minha partida, foi ouvir a contagem regressiva do meu irmão mais novo, ver a apreensão dos meus pais e principalmente sustentar a responsabilidade de dar esse passo em direção a uma vida desconhecida, mas que eu pedi. Uma vida diferente e que exigiu de mim simplesmente me transformar num catalisador de emoções. Tudo o que era dúvida e medo eu tinha que transformar em energia para sustentar a tal responsabilidade sem poluir o meu meio-ambiente. E isso me fez forte.
Hoje eu vejo que, apesar da enorme responsabilidade que é ter esse espaço e colocar nele as coisas que interessam àqueles que eu cativei, posso colocar aqui a verdade.
Peço perdão a quem deu de cara com a falta de atualidades e que, com razão, perdeu um pouco do interesse pelo blog.
Mas tenho certo que a vida aqui é rotina mas não perdeu a cor. A saudade é estável mas existe.
Se você leu esse texto e me entendeu, obrigado. Volte sempre aqui, vou me esforçar para ao menos contar os meus dias.
Amo vocês.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A macieira, a paciencia e a terceira ruptura.

Segunda-feira passada foi o ultimo post contando do meu dia-a-dia aqui. Ontem escrevi apenas para acalmar os coracoes daqueles que podem ter entrado esperando novidades e amenizar a decepcao.
Criei o blog e tenho tentado mante-lo atualizado para poder contar as minhas experiencias a voces, recontar pra mim e para ter guardado para o resto da vida aquilo que minha memoria possa vir a apagar.
Se nao tenho conseguido mante-lo atualizado com a frequencia desejavel e por dois motivos principais: o primeiro, como disse uma vez aqui, e tambem a vontade de nao deixa-lo piegas, repetitivo e evitar que voces se cansem e me abandonem; o segundo foi minha prima Ju que explicou melhor. Nao tenho escrito tanto simplesmente por nao ter tempo, o que um sinal claro que a vida aqui agora e vida mesmo, rotina.
Voltando entao ao blog em si, vou contar da ultima semana - aquilo que eu lembrar e interessar!
A semana em si foi muito parecida com as anteriores. De terca a sexta, trabalho de manha e escola a tarde. Casa a noite, um eventual supermercado e cama o mais cedo possivel.
Porem, duas coisas foram excepcionais. Uma foi a semana ter tido apenas quatro dias uteis, o que a fez parecer passar ainda mais rapido. A outra foi a belissima noite de sono que eu tive de quarta para quinta-feira. Isso porque meu roommate foi trabalhar.
O Espiritismo tem como um de seus principais focos a paciencia.
Eu sou um cara bem paciente, mas acredito que eu tenho sido testado alem do limite nesses ultimos periodos.
Ja dividi quarto com dois amigos em Sampa, ja viajei com galera, ja vivi muitas experiencias coletivas na vida e aprendi muitas coisas com elas. De longe a mais importante foi o respeito. Foi encontrar e praticar a sensibilidade em nao invadir o espaco daquele que esta dividindo comigo. Aprendi tambem a ter ouvidos, a ter atencao ao comportamento de quem esta ao redor, mudando entao de conduta caso qualquer incomodo seja demonstrado.
Aprendi tambem a ter bom senso e medi-lo com o senso comum, quando ele e bom, obviamente.
Enfim, aprendi que para bom entendedor...
Como meu roommate estava fora de casa eu aproveitei para abrir as janelas do quarto, arruma-lo inteirinho, arrumar meu armario, lavar e pendurar roupas, acender um incenso e prepara-lo para dormir. Deitei perto da meia-noite e meia e so me lembro de ter acordado na manha seguinte de um sono profundo, sentindo o corpo e a mente descansados. Me levantei mais feliz que qualquer outro dia aqui. Tomei meu banho, meu cafe reforcado e fui trabalhar. Trabalhei por dois.
Sexta-feira eu fui ao trabalho bem disposto tambem, apesar de a noite nao ter sido tao maravilhosa quanto a anterior. Sai de la e fui a um PUB com o pessoal para o O'Neils, um PUB irlandes muito famoso. Tomamos umas pints e discutimos sobre o pagamento que recebemos. Uma vergonha. Apesar de ter trabalhado dez horas a mais eu recebi exatamente a mesma coisa que as semanas anteriores. E isso aconteceu com todos. Estamos articulando para o pessoal de todas as lojas, que compartilham dessa insatisfacao, fazer um movimento para pelo menos ter um feedback da situacao.
Com o pagamento abaixo do esperado e com um mes de recebimentos e contas balanceados, percebi que terei mesmo de arrumar um segundo trampo se quiser viajar mais e comprar coisas para mim. Era uma possibilidade e agora e fato, concreto. Vamos correr entao!
Sabado acordei e vi que estava um dia maravilhoso.
Na sexta havia combinado com o Amauri, meu brother mais brother do trampo, de irmos a Notting Hill, mais especificamente na Portobello Road. La rola, alem do cenario do filme, uma feira livre muito bacana. Artistas se apresentando nas esquinas, antiguidades, artesanatos e souvenirs sendo vendidos em barracas e lojinhas bem tradicionais e muita, ma' muita gente passeando e curtindo o cenario que, de longe, foi o mais tipicamente europeu que eu vi desde que cheguei e talvez o mais completo em relacao a me sentir muito bem, ao mesmo tempo integrado e alienado.
Ficamos la ate perto das 3h da tarde e depois fui ao Hyde Park encontrar a Sandra, a Dani, a Carol, que e prima delas, e mais umas dez pessoas, que estavam curtindo um dia de verao daqueles no parque. Foi o ultimo dia das meninas em casa e em Londres.
Saimos todos juntos do parque e fomos ate em casa para tomar uma cervijinha e dar adeus a elas. Foi a terceira ruptura que eu enfrentei aqui em London. A Dani e uma graca, muito menininha ainda, com muita coisa para aprender, mas muito esperta, cheia de vida e de sonhos. Me ouviu bastante e foi uma companhia muito bacana.
A Sandra e uma daquelas pessoas que certamente sera uma das referencias mais fortes dessa minha trip aqui em Londres. Nos demos bem desde o dia em que nos conhecemos. Empatia mesmo. Gastamos muitas e boas horas em conversas que atravessaram as madrugadas e que nunca acabaram. Espero que nunca acabem. Ela ja esteve aqui em London antes e me contou muita coisa. Ja viveu mais e passou um pouco da vivencia para mim. Deu atencao a tudo que eu disse e falou que aprendeu comigo.
Ela e muito bem casada, realizada profissionalmente, tem uma familia que ela ama e tempera essa receita de felicidade com muita alegria de viver. Curtiu cada segundo aqui, agregou experiencias para si e para todos ao redor e foi embora cheia de saudades daqui, mas morrendo de vontade de voltar pro maridao e fazer o pessoal de la mais feliz. Valeu minha amigona!
Fiquei com elas ate a hora do taxi chegar, umas 4 e pouco da manha de sabado para domingo.
As 6h30 da manha de domingo tocou meu despertador e eu acordei todo serelepe. Estranho, ne?
O que acontecia e que eu estava indo para Bournemouth, uma cidade litoranea a 2h daqui.
Acordei o Felipe e a Magna, tomamos banho, comemos um cafezao reforcado, preparamos o lanchinho. Toalha, short e havaianas na mochila.
Nos encaminhamos para a Waterloo Station, de onde o trem sairia. Nos encontramos la com o Joao e com a Tchela, um casal super bacana.
Depois de um sabado ensolarado e quente, tudo que queriamos era um domingao igual. Pobres de nos. Saimos daqui de London com uma leve garoa e torcemos para que la as coisas estivessem melhores.
Apesar do tempo nublado, um ventinho quase frio, valeu demais o passeio.
Por sorte, estava tendo um evento das Forcas Armadas Reais por la. Um show aereo muito bacana. Avioes de caca, helicopteros de guerra dando loopings, avioes gigantescos fazendo manobras, "esquadrilhada fumaca" dando piparotes. Uma loucura.
Esticamos a canga gigante da Tchela na areia - que foi comprada e espalhada por cima das pedras originais do litoral Britanico - e assistimos a tudo super relaxados. Quando a fome bateu, saimos a procura de uma refeicao decente, com vista para o mar. Depois de tentar varias opcoes, fomos parar em um muito bacana, com fila de espera e tal. Comemos fish & chips, o prato mais tradicional daqui. Nao que eu adoooore, mas valeu demais. Agora so daqui uns meses. Tanto pelo preco, quanto pela falta de criatividade e tempero.
Saimos de la e passeamos pelo pier. Parecia aqueles filmes de terrorista, bem Hollywood mesmo.
Carrossel, criancinhas no colo dos soldados, um navio de guerra na baia, musiquinha de fanfarra e etc. Fiquei esperando alguma coisa explodir e o Denzel Washington vir correndo nos salvar de camisa florida, com o braco ferido e com oculos escuros e walkie-talkie. Que pena. Nada aconteceu, queria tanto um autografo do Denzel Washington. Nem o Cumpadi Washington apareceu! Droga!
Resolvos voltar para a estacao e tentar pegar um trem entre 19h e 20h. Voltamos pelo parque que corta a cidade. Ele tem varios tipos diferentes de jardins. Muito bonito. No caminho tinha uma fanfarra muito bacana tocando para uma audiencia bem tranquilona, clima de interior no litoral.
Quando estavamos a alguns metros da estacao, vimos que tinha uma macieira, cheinha de macas, num canteirinho perto de uma travessia subterranea. Fomos ate la para ver se era mesmo. E era.
Na hora veio a minha cabeca uma metafora.
A minha vida e como essa maciera. Ela me oferece um monte de frutos. Esta posicionada em um lugar por onde as pessoas tem que passar se quiserem atravessar um caminho perigoso de uma forma mais segura. Esta tambem disfarcada e pode nem ser percebida se eu nao cuidar bem de mim, resistir as agressoes e tiver fe de que ninguem passara por la e a machucara, ou arrancara um de seus frutos a forca.
A minha macieira ja me deu um monte de macas lindas, em forma de pessoas, lembrancas, de fe.
Tenho tentado rega-la mais ainda com emocoes intensas, retirando de cada acontecimento a maca mais cheirosa, vermelha e verde, com um cabinho marrom e com o maximo de sumo.
E o melhor e que a minha macieira me da macas das quais eu me alimento diversas vezes, ilimitadamente. E elas sao minhas.
Sabem o que eu quero fazer? Ser tambem uma macieira que nem aquela que eu vi em Bournemouth. Ficar no caminho das pessoas e deixar que elas vejam minhas macas. Fazer com que elas pensem que a simplicidade da natureza pode despertar a metafora que talvez explique o sentido das coisas mais complexas da vida, trazendo assim de volta a fe, o amor, a paciencia em tudo aquilo que se ama.
E eu amo voces, minhas macas!
Saudades.

domingo, 31 de agosto de 2008

Vontade de escrever.

Queridos, tudo bem?
Estou com muita saudade daqui e com muitas coisas para contar.
Acabei de chegar de viagem e amanhã a labuta começa cedo.
Nesta segunda tirarei um bom tempo para contar minhas histórias, matar a saudade e colocar umas fotos.
Amo vocês.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sexta e Sábado relax, Domingo em Guanabara e Segunda em Oxford.





Finalmente chego com novidades.
Quinta-feira fui ao trabalho e à escola normalmente. Cheguei em casa e depois dormi.
Sexta-feira o trampo foi bem sossegado, uma vez que era véspera de feriado. Saí de lá com a idéia de dar uma volta até uma cidade próxima, mas os albergues estavam muito caros por causa do feriado, então decidi vir para casa e relaxar. Antes de vir para casa, de sopetão, passei em Oxford Street para dar uma volta e decidi então furar a orelha. Isso mesmo! Depois de anos com desculpas e acidentes suficientes para me manter longe dessa idéia, aproveitei minha total liberdade aqui, além do fato de isso não ser um fator de preconceito e de ninguém reparar na diferença. Ficou legal. Combina com meu cabelão, que também não será cortado até minha volta, e a barbona.
Cheguei em casa, tomei um banho e fiquei numa boa, conversando com os amigos. No meio da conversa decidimos ir até a London Eye e o Big Ben para ver os cartões postais na versão noturna. A noite estava clara e tinha uma lua em quarto crescente embelezando mais ainda. Fotos logo mais abaixo.
Sábado aproveitei para dormir até tarde e repor o sono perdido na semana. Estava bem cansado e dormi muito bem.
Dei uma volta aqui no bairro, fui ao supermercado comprar algumas coisas e fiz um almoção.
A noite fiquei acordado papeando e depois dormi.
Domingo fui acordado mais cedo do que desejado e tive uma discussão com meu roommate, que é um cara bem complicado. Não falarei nada mais sobre ele aqui pois ele não tem possibilidade de responder e o blog não será usado para esse tipo de finalidade. Mas nada que me abalasse muito o humor por mais de algumas horas.
Gastei as horas do dia com o pessoal, comi o almoço de sábado requentado. Bem melhor por sinal.
A noite todos decidimos ir ao Guanabara, uma casa brasileira aqui em London. Uma beleza. Apesar da fila que nos prendeu por duas horas, valeu. Ouvimos forró, Ivete, samba, tomamos caipirinha e Skol e nos divertimos muito. Chegamos em casa bem tarde e combinamos de acordar perto das 7h30 para irmos a Oxford.
Hoje acordei com a Magna na minha porta gritando que tinhamos perdido hora. Tomamos banho correndo e fomos para a Victoria Station para pegar o ônibus. Satish, Felipe, Magna e eu (principalmente), pagamos £12 para ir e voltar de lá. Chegamos no centro de Oxford perto da 13h30. Uma cidade linda. Toda cercada por construções ligadas à Universidade de Oxford, ao mesmo estilo arquitônico. Os prédios muito bem conservados, muitos turistas nas ruas e um tempo maravilhoso. Visitamos a Igreja de Saint Mary the Virgin, a Radcliffe Camera, Bridge of Sighs (Ponte dos Suspiros), Chris Church College, Magdalen College, Botanic Gardens, Magdalen Bridge, etc. Uma curiosidade bem bacana foi ter visto algumas locações onde foram gravadas cenas dos filmes de Harry Potter. Muito bem conservado, parecia que estávamos no filme.
Como o tempo estava reduzido por causa do nosso atraso, tivemos que fazer um pit-stop no Burger King para comer o mais rápido possível.
Voltamos agora há pouco e passei aqui para contar essas novidades.
Estou com saudades de vocês.
A semana só começa amanhã, então acho que essa vai passar voando mais ainda.
Agora entendo porque todos que vêm à Europa gostam tanto de viajar. E isso é só o meu começo.
Espero que a semana de todos tenha começado bem e que seja muito boa.
Amo vocês.

Update: Eu não consegui colocar mais fotos devido à lentidão da internet. Amanhã eu tento!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Semana corrida, mas não abandonei o blog não!

Oi gente, tudo bem?
Eu não tenho escrito aqui por dois motivos principais: o primeiro é a rotina que agora está pegando, saindo cedo, voltando tarde e tendo que dividir as tarefas cotidianas pelo pouco tempo que me resta. Segundo por que não tenho tido muitas novidades e inspirações, e tudo que eu não quero é ficar requentando as mesmas histórias.
Felizmente eu tenho tido a oportunidade de falar bastante com muitos de vocês.
Segunda-feira foi meu primeiro dia com o novo turno. Eu estava no horário, mas tinha me esquecido que muitos tinham sido afetados pelas mudanças. Logo, sobrou bastante coisa pra eu fazer. Tenho uma hora a mais por dia e muito mais responsabilidades. Nada muito intelectual, bem manual mesmo, mas é bom que eu já aprendo cada detalhe do trabalho. E outra: aí está uma vantagem de o tempo passar rápido.
Confesso que cansei.
Fui encontrar as meninas no Walkabout, saí cedo e vim para casa muito morto. Antes de ir deitar eu ainda liguei para o Manchão, pro Mario e pro Biel.
Acordei na terça e fui pronto para o dia que costuma ser o mais corrido da semana no trampo. E foi. Cansei muito mais, mas nada desesperador. Passei na escola, vim para a casa e dormi duas horinhas. Levantei 20h30, juntei o resto das minhas forças e fui ao supermercado. Voltei, guardei as coisas e coloquei a roupa pra lavar. Enquanto a máquina trabalhava eu fui tomar um banho. Saí do banho, recolhi e pendurei as roupas, comi um sucrilhos e fui bater um papo com a Sandra e a Dani. Agarramos na conversa e ficamos até 2h da manhã. Ainda bem que o papo foi bom, senão seria difícil dormir bem sabendo que eu tinha reduzido minhas horas de sono. Tenho que aproveitar enquanto elas estão aqui.
Ia com elas para Edimbungo esse final de semana, já que segunda-feira é feriado nacional aqui. Não encontrei nenhuma passagem acessível. No entanto, decidi que colocarei minha mochilona nas costas e dar uma volta pelas cidades da Inglaterra. Vamos ver no que dará!
Amanhã eu trabalho normalmente, vou à aula e depois arrumo a mala. Neste momento estou com todos os sites de promoção de passagens de trem e ônibus e meu guia na mão para programar o roteiro.
Estou muito feliz e adaptado aqui. Sinto falta de todos, mas nessas horas a correria ajuda e Deus abençoa.
Cada vez mais me torno um cara de fé. Fé em Deus, na vida, nas atitudes, no trabalho, no amor, na amizade e nas pessoas que eu amo.
Sempre envio minhas vibrações para o lado daí! Abram os corações!
Amo vocês.

sábado, 16 de agosto de 2008

Um brinde aos amigos!

Quinta-feira foi um dia muito cheio no trabalho, além do esperado.
Cheguei em casa, conversei bastante com o pessoal e fui dormir, depois de a noite anterior ter sido caótica. O Douglas roncou demais!
Recuperado após 9h de sono, fui para o trabalho na sexta. Tudo correu muito bem, até que o gerente da rede chamou um a um os funcionários para conversar. Menos eu.
Percebi que todos estavam meio emburrados na hora de ir embora. Quando estava saindo minha supervisora me chamou, disse que tinha uma novidade para mim. Eles me deram mais uma hora de trabalho por dia, que dará mais uma graninha extra.
O problema é que pediram para eu ser discreto, já que muitos tiveram o horário reduzido. Mix de sensações. Tô na minha.
Com o salário na conta e a notícia boa, fui para a aula. A última do meu professor. Foi muito bacana e terminou num PUB entre Piccadilly e Trafalgar Square para a despedida dele. Fiquei lá uma hora e vim para casa, já que combinei de tomar uma cerveja com o Junior. Passei no mercadinho, comprei umas latinhas e subi. Quando estavam prontas para ser degustadas, o Junior recebeu uma ligação do Felipe, que também mora aqui em casa, convidando-o para trabalhar num PUB. Ele foi e me deixou com as louras. Bom para ele.
Tomeu umas e fui dormir.
Ontem eu aproveitei para ir de manhã até duas lojas de departamento para comprar coisas de primeira necessidade, como edredom, toalha e uma sanduicheira. Caminhei bastante com a Dani, a Sandra e a Cami. Passei por Oxford Circus, comprei uma camiseta, um super guarda-chuvas e uma jaqueta que estava paquerando há um mês. O legal é que quando eu a vi pela primeira vez estava custando £44,90 e ontem ela estava custando £14,90. Passei depois na Primark, uma loja gigante, com a maior concentração de consumistas que eu já vi. Uma mulherada comprando pijama, camisola, blusinha, etc, e eu comprando edredom e toalha. Quase uma hora para atravessar a multidão, escolher e passar no caixa. Estava só com a Sandra e resolvemos voltar de ônibus. Mudar um pouco o visual fez bem. Demorou um pouco mais do que demoraria caso o metrô estivesse em condições, e ele não estava.
Cheguei em casa, coloquei o edredom na cama, a toalha para lavar e fui comprar coisas para fazer um almoção. Cozinhei umas porpetas, fiz um molho de tomate com double cream, misturei com um capeletti, fiz um arroz Tio João e mandei pra dentro.
A noite nos reunimos aqui na salinha improvisada, batemos um longo papo e fomos dormir.
Hoje estávamos programados para dar uma volta pelo centro e depois ir em duas baladas. No meio do caminho percebemos estar no meio de uma espécie de parada gay, no bairro mais gay daqui, o Soho. A Soho Pride, a tal parada, é menor que a parada gay original mas tem o mesmo propósito. Mas vai um povo louco, que se droga muito e não dá muitas demonstrações ostensivas de promiscuidade. Meia-hora passeando ali foi o suficiente para a gente ver o que tinha que ver e ir embora.
Cheguei em casa e me preparei para almoçar o que guardei de ontem e esperar começar o jogo do SPFC com o Grêmio. O Junior é fanático pelo tricolor gaúcho e nós então apostamos uma caixa de cerveja. Se eu soubesse que o meu time estava tão mal, jamais teria apostado. Agora vou ter que tomar com ele e ouvir gozação a semana toda.
Ontem a noite (aqui) liguei para o Lucão, sabendo que ele estaria reunido com muitos dos meus bons amigos na casa do Pombo. Peguei meu celular baratão e falei um tempão com ele, Christian 33, Brunera, Pombo, Pardal, Dedé, Ana Olívia, Juh, Ivanzinho e Talita. Levantamos um brinde juntos e me senti muito bem!
Hoje falei com meu pai, meus irmãos, primos e ouvi a voz do meu Vô Cidão. Uma delícia!
Saudades demais de todos! Mas foi um refresco saber que estavam junto comigo aquela hora!
Mais uma semana começa amanhã, com um pouco mais de trabalho. Mas tô pronto pro que der e vier.
Amo vocês.
Saudades demais.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Tomei outro tombo.

Ontem o dia foi bem rotina.
Acordei, tomei um banho e fui para o trabalho. Nao tomei cafe porque na segunda-feira deixei de ir ao supermercado para encontrar meus amigos no Walkabout.
Sai do trabalho, fui para a escola e fiquei sabendo que essa e a ultima semana do meu novo professor novo. Uma pena! Ele esta ainda colocando temas polemicos para discustirmos. Continuo achando a melhor maneira de se estudar. Primeiro, porque estimula a gente a usar o vocabulario apropriado, uma vez que ele da dicas e ensina formas de expressao menos quadradas, mais cotidianas. Depois, porque ajuda o intercambio cultural, ja que tem gente dos duzentos cantos do mundo por aqui.
Sai da aula e fui ao supermercado. Comprei leite, pao, talco para o pe, frios e uma sacola reciclavel. Aqui tem isso em todos os supermercados. Voce paga 10p em uma sacola maior que a comum, e assim que ela comecar a ficar ruim voce troca de graca. Polui menos, o mundo agradece e a mente nao pesa.
Hoje acordei, tomei cafe normalmente, tomei banho e fui pro trabalho. Cheguei la e o bixo tava pegando. O chefao estava la e todos estavam parecendo uns robos. Bom pra mim, ja que alguem pegou o lixo para fazer. Ufa!
O dia corria muito bem, ate que no final aconteceu algo inusitado - com os outros. Algum energumeno derrubou oleo no chao e achou que apenas um pano umido iria tirar a armadilha dali. Eu, muito compenetrado com a salada de uma cliente fui buscar algum ingrediente em outra station. Foi eu passar e pronto: so deu tempo de evitar que a salada virasse pro chao. A perna direita para a frente, a esquerda para tras, o cotovelo na prateleira e a cara na salada. Ficou um fiapo de frango na minha barba!
Eu fiquei p. da vida. Depois de recuperado, peguei um pote de sea salt (leia-se: sal do mar) e virei onde estava escorregadio. Mostrei como se faz quando a coisa acontece.
Minha chefe me disse: -"Nao exagera, esse negocio e muito caro!"
Eu respondi: -"Com certeza e mais barato que a indenizacao que voces teriam que dar caso eu me machucasse!"
Ela gostou do meu ponto de vista, sorriu e voltou pra sala dela.
Fiz uma salada super bombada, fui para a escola, sai um pouco mais cedo para dar tempo de ir ate a imobiliaria pagar o aluguel e fui para casa.
Para ter mais privacidade e evitar de ficar pedindo o lap top da galera resolvi vir para a lan house.
Meu paizao ligou, liguei para o Alemao e agora vou para casa.
Acabei de saber que a Camila, namorada do Junior, conseguiu um trampo novo. Viva!
Vamos celebrar e vou dormir jaja!
Amo voces!
Saudadona!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O que aconteceu semana passada eu eu nao contei.

Para comecar, informo que eu nao postei as noticias a seguir devido ao fato de ter focado meu aniversario, alem da falta de tempo.
A primeira noticia boa e que eu fiz o primeiro teste na escola de ingles desde que cheguei. Tirei 36 pontos de um total de 40. Apesar de 90% ser uma media otima e me gabaritar para pleitear uma vaga no nivel avancado eu nao aceitei o convite. So vou depois que tirar 100%. Ja que eu vim para aprender, nao vou aceitar deixar buracos. E melhor ser um Upper Intermediate completo que um quase-avancado!
O teste foi dado na ultima quarta-feira. Na quinta estava muito cansado e resolvi tirar uma folga para passear depois do trabalho. Fui ate a London Bridge e a Tower Bridge. No caminho resolvi entrar nas ruelinhas que ladeiam meu trabalho. Acabei entrando em uma igreja catolica maravilhosa. Tudo impecavel, extremamente conservado. Tudo no lugar. Assinei o livro de visitas e fui levado pela minha curiosidade ate um logar de onde vinha um som de orgao. La tinha uma mulher com mil partituras, cheias de post-its, tocando e retocando uma melodia sacra muito linda. Musica para os olhos e para os ouvidos.
A Tower Bridge e realmente de cartao-postal. Imponente, cheia de significado historico. Caminhei bastante, passei pela Tower of London, uma especie de fortaleza construida entre os seculos XVIII e XIX para proteger a cidade de invasoes. Tirei umas 50 fotos, mas ainda nao posso postar pela falta de ferramentas. Problema que logo sera resolvido. Em breve entenderao!
Semana passada tambem foi marcada por um clima ruim que rolou no trampo. Assim como acontece em qualquer lugar onde ha mais de 2 pessoas, rolou um papo que iriam diminuir nossos salarios. Pronto. Um coloca a culpa no outro, que tira o corpo fora e ai ja viram. Depois de muito fala-fala, quebra pau e gritaria, os animos se acalmaram e nada se confirmou. Apenas assisti, lamentando.
Falando em treta, chegou aqui nos cinemas nosso estimado "Tropa de Elite", ou "Elite Squad". A critica nao recebeu nada bem. Realmente e um filme para brasileiro ver. Eles nao conseguem aceitar a apologia ao crime organizado. Acredito que os criticos dos quais os textos li nao tenham visto o filme ou, se viram, nao reviram. Isso porque eles sao muito simplistas em dizer que o filme e uma especie de "Cidade de Deus" vista pela otica dos policiais. Simplismo demais.
Ainda no cinema, tem uma produtora de eventos culturais que criou uma programacao chamada "Back to the Screens". Eles estao colocando filmes como "Ghostbusters", "Scarface", "The Godfather", "Jaws" e etc, de volta nos cinemas. E de graca! E so entrar na internet e se colocar na lista. Uma beleza!
O tempo aqui continua louco.
Ontem durante a festa la em casa, que foi muito boa por sinal, fez sol, choveu, ventou, choveu, fez sol...
Agora vou voltar para a aula!
Amanha tem mais!
Boa semana a todos!
Amo voces!

sábado, 9 de agosto de 2008

Os melhores presentes vieram dos ausentes. Festa surpresa e festa combinada.

Quando resolvi escrever meu texto de véspera de aniversário, pensei em postar fatos comuns, como tenho feito a cada novo texto. Porém, quando me preparava e organizava minhas idéias, desviei do projeto inicial e fui parar na "terra dos ausentes".
Apesar do ausente ser eu, era o meu dia, e, acostumado a comemorá-lo rodeado dos meus amados, senti a ausência deles. Mais uma vez, usei a saudade como remédio e encontrei nela uma maneira de me colocar perto deles. Eu tinha as lembranças, o coração cheio, a necessidade e a ferramenta. Deu-se que eu escrevi aquele texto. Foi, de longe, o mais gostoso, o mais fluido, o que me fez entender por completo a razão por eu ter idealizado fazer esse blog.
Percebi que emocionei a muita gente, mas não imaginei que a repercussão fosse me trazer tanta emoção.
Chorei a cada depoimento que li.
Mas foi uma experiência sensacional. Isso porque fazer o texto me transportou para perto de mim, mas ler os comentários, verdadeiras cartas de amor, me fez sentir de longe a mais intensa emoção de todos os aniversários. Verdadeiros presentes. Os melhores, que eu jamais poderia esperar.
Falando em presentes, sexta-feira fui trabalhar normalmente. No início do dia fui pra a minha nova função acumulada: agora sou o responsável pelo lixo! Ma' que beleza! Minha mãe ligou, comentou sobre o blog, me deu os parabéns e deu início às grandes alegrias que ainda haveriam de me aparecer.
Servi muitas saladas, recebi uma ligação deliciosa da Brunera, servi mais algumas e fui para o vestiário ao fim do meu expediente. Lá fiquei conversando com dois colegas. Nem percebi que eles estavam me segurando. Quando saí, estavam todos os meus companheiros enfileirados, cantando "Happy Birthday to You", com direito a bolo, Coca-Cola e um cartão assinado por todos. Fiquei lá um tempo e, quando estava caminhando ao metrô, recebi uma ligação do Lucão. Batemos altos papos, rimos muito e segui meu caminho.
Cheguei em casa e logo o pessoal já começou a pilhar com os planos da noite.
Para começar compramos umas cervejas, ficamos batendo um papo e, pouco a pouco todos se arrumaram. Fomos a um PUB aqui ao lado de casa. Bem gostoso, mas ficamos lá até a hora que o garçom veio nos retirar.
Hoje acordei e fui com o Douglas comprar o notebook dele. Muito bacana! Estou usando agora.
Chegando em casa fiz um almoção e fiquei instalando as coisas do lap top. As meninas chegaram e me deram um presente lindo. Uma camiseta da GAP, bem minha cara. Presente da galera de casa. Valeu.
As presenças da Dani e da Sandra estão sendo muito boas para a casa. As duas são muito companheiras.
Há pouco estávamos no quarto delas vendo um filme.
Hoje é aniversário da Cami e faremos uma festinha aqui em casa. Virá um pessoal bacana, compraremos umas cervejas, quitutes e comemoraremos nossos aniversários.

Quero agradecer de novo a cada um de vocês que leu e se emocionou, tendo comentado ou não, por terem participado do meu dia tão especial.
Cada manifestação de amor, por meio das palavras e dos pensamentos, chegaram direto ao meu coração e me fizeram confirmar letra por letra o que eu escrevi, e me fazem sentir completo cada vez que eu leio e penso.
Visitarei freqüentemente a "terra dos ausentes".
Amo vocês.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Ando devagar, apesar de o tempo voar.

Faltam alguns minutos para um dia muito simbólico para mim. Durante os últimos anos me questionei diversas vezes onde eu estaria comemorando meu aniversário de 25 anos, no dia 08-08-08.
Acabei por mim mesmo criando uma aura espetacular, mágica, envolvendo essa coincidência de números com a expectativa de estar fazendo algo à altura desse castelo.
Acho que cheguei nesse sonho, dando valores tão altos a coisas que nem conhecia, por que de alguma maneira as coisas maravilhosas e quase imperceptíveis que me fazem ser quem eu sou latejam em mim a todo o instante.
Tem uma propaganda aqui em Londres que representa minha sensação. A partir dela eu posso me ver assim: eu sou as botinhas ortopédicas que eu usei para caminhar na pracinha em frente ao prédio onde eu morava quando era um bebê; sou o tênis que tinha uma luz que piscava todas as vezes que eu pisava, e que me fazia parecer um robozinho pulador; sou o Nike Shox que reluzia quando comprei há dois anos e que hoje caminha comigo, descascado e sem um pedação da sola, mas que encaixa perfeitamente no meu pé; sou meu irmão mais velho de aparelho, jogando o controle remoto na minha testa, indo de zero a cem por hora apenas por um olhar sacana que eu desse para ele, mas que representa o amor, a lealdade e preocupação de um verdadeiro irmão; sou meu irmão mais novo todo gorducho quando pequeno, com a voz fina e fanha, cantando mana-o-mané-se-manô, meio traumatizado com as porradas da vida, mas que me dá orgulho quando mostra que tem um baita coração, que me ama incondicionalmente e que sabe chegar onde quer, apesar da preguiça; sou meu paizão, que me faz amar a vida e as pessoas, que me faz ver a vida sempre por óticas otimistas e diferentes, e que me faz querer ter filhos só pra tentar ter noção de como é possível amar e se dar por eles, custe o que custar; sou minha mãe, que eu amo demais, trabalhadora e intensa, amiga tardia, mas única e verdadeira, que me deu a existência; sou minha madrinha e meu padrinho, que me batizam só de me olharem com orgulho; sou meus avós, que eu quero ter para sempre; sou meus primos e amigos, que vivem a vida contemporaneamente comigo; sou meus irmãos escolhidos, aqueles que Deus me re-apresentou, que caminham lado-a-lado comigo, com ou sem um oceano entre nós.
Eu percebi que ando devagar há pouco tempo. Não tenho razões para ter pressa. Pra que correr se o tempo está sempre passando por nós? Se, querendo ou não, tem sempre algo ou alguém esperando para ser parte da nossa vida?
Mas vejo também o tempo voar e, o que antes me dava medo, agora é meu aliado. Somente o tempo me dá respostas. E, já que ele vôa, traz as respostas bem rápido, na garupa.
E essas respostas, boas ou ruins, chegam. Mas só com o tempo.
Como diz a letra de uma versão do Gil para uma música do Bob Marley, Tempo Só (Time Will Tell):
"... o tempo só, dirá se irei luz ou permanecerei pó/ se encontrarei Deus ou permanecerei só/ se ainda hei de abraçar minha vó..."
Acabou de dar meia-noite. 25 anos!
Antes de me darem os parabéns, dêem a vocês mesmo. Eu sou aquilo que está dentro de mim, e entre tudo estão vocês.
Acabei de receber os parabéns da turma aqui de casa. Cantaram parabéns e me trouxeram uma bunda de pão com um incenso representando a vela. Muito obrigado, família londrina.
Agora vou tomar um ice cream e mandar meu coração pra perto de vocês.
Mantenham-se felizes, para assim eu me manter!
Amo vocês.
Saudadonas.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Breja a £1, casa bombada!

Domingo chegaram aqui em casa duas primas da Vivi e da Ju, as meninas de Piracicaba.
A Sandra é casada e já morou em Londres antes. A Dani é jovenzinha, estuda no cursinho em Piracicaba. Toda bonitinha! As duas vieram passar um mês aqui para estudar inglês.
Segunda-feira foi uma beleza. Começou chovendo, terminou chovendo. Trabalhei muito, fui para a escola e depois encontrei o Gustavo e o Benê no albergue onde morei. Assim como muitos brasileiros aqui em Londres, resolvemos ir até o Walkabout, um PUB australiano que vende a pint de Fosters a £1. O problema é que tem muito brasileiro. A galera suada, falando português e com promoção de cerveja. Parecia um show de graça do Inimigos da HP. Fui embora assim que realizei a situação!
Hoje deveria ser o dia mais lotado do trampo. Porém, com a chuva insistente não foi o que aconteceu. Movimento médio.
Fui para a escola, comi minha salada e vim para casa.
Tomei um banho e fui ao supermecado com Junior e Douglas. Hoje foi o primeiro dia em que precisei comprar bens mais caros. Desodorante, sabão em pó, Listerine. A conta deu mais cara que o comum. Ainda bem que eu recebi o salário de dois dias trabalhados. Foi pouco mas pagou as necessidades.
Agora estou em casa, usando o notebook da Camila.
Vamos para a sala improvisada aqui em casa. É o único lugar onde todos os habitantes da casa podem se reunir sem se espremer! Mas é bom ter bastante gente aqui.
Amo vocês.
Beijos.

domingo, 3 de agosto de 2008

A chuva chegou, perdi meu guarda-chuvas.

Sexta-feira foi um dia de pouco trabalho e muito calor. Cheguei na hora certa, fui embora na hora certa. Meu chefe liberou uma salada mais incrementada e foi o que eu fiz. Nunca imaginei que minha alimentação por aqui seria tão boa!
Fui para a escola por um caminho diferente. Fui até a frente da St. Paul's Cathedral para apreciar e peguei um ônibus bem na porta. Passei por um monte de lugares que ainda não tinha visto e desci na estação de Chancery Lane, uma antes da minha escola. A aula foi divertida de novo. O professor usa uns métodos bem diferentes para assimilarmos a matéria e aprender coisas diferentes. Nos dois dias de aula ele promovou debates sobre temas controversos e assim nos fez usar bastante da matéria que tinha passado.
Saí da escola com aquela sensação de dever cumprido e dando início oficial ao meu primeiro final de semana como proletário.
E como todo bom proletário, passei no mercado e comprei umas cervejinhas.
Para melhorar, o Junior conseguiu um trabalho de cleaner, onde ele conseguirá sair bem do sufoco. Mais um para comemorar!
Ficamos acordados até perto da 1h e cama!
Tinha combinado de ir com a Camila, namorada do Junior, até uma loja onde eu tinha visto um notebook muito legal numa promoção mais legal ainda.
Ela me acordou sábado às 10h. Levantei, tomei café e banho e fomos. Ela comprou o computador e nós viemos em direção a nossa casa.
Antes de pegarmos o metrô, passamos em uma loja enorme de celulares daqui para eu comprar um chip de uma operadora que permite fazer ligações para o Brasil por um preço muito baixo.
Paguei £10 e já comecei a ligar para a turma. O preço do minuto é 4p, ou seja, dá pra falar um montão.
Falei com a minha mãe, com Mario, Mancha, Camila, Rafiusk, Bebel, Rafaella, Gislene, Vó Neta, Tia Inês, Tio Carlos, Gabi... Tentei ligar para mais um monte de gente, mas não tive sucesso por uma série de motivos. Juro que continuarei tentando ligar para quem mais der!
Ontem a noite fomos até Leicester Square e Picadilly Circus. Estava muito cheio.
Agora estou terminando de assistir a corrida de F1, o Massa está na frente. Faltam 4 voltas!
Acabei de falar com o Vô Cid e com a Vó Gessie.
Meu Deeeeeeeeeeeuuuuuuusssssssss! Faltando 3 voltas o carro do Massa quebrou! Que zica! Credo!
Bom, a vida continua!
Hoje vou ao Museu de História Natural. Quer dizer, isso se a chuva passar.
Depois de quase 20 dias de muito sol e calor, a chuva veio dar uma molhadinha na gente. O grande problema é que ontem de manhã, preocupado com o notebook e o chip do telefone, esqueci meu guarda-chuvas ultra-especial de brechó em algum lugar! Que dor!
Enfim, amanhã descerei lá para ver se enontro outro.
Com ou sem guarda-chuvas, aqui vou eu!
Muitas saudades!
Amo vocês!
Beijos

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Achei um crucifixo e fui benzer. Novo professor novo.

Quando contei do churrasco improvisado da terca-feira esqueci de dar um detalhe importante.
Para o contexto ficar um pouco mais forte, ha mais ou menos 3 meses eu estava em Sampa para o casamento de uma amiga minha. Estava de caminhonete e andava nela com dois amigos que nao sao nada religiosos. Para o bem da verdade, um e ateu e o outro e a pessoa mais confusa no quesito espiritualidade que eu tenho conhecimento.
Enfim, depois do casamento, que nao foi religioso, estacionei o carro perto de casa. Quando voltei para sair de novo encontrei um amuleto de Nossa Senhora Aparecida no banco do passageiro.
Nao estou dando relevancia a fatores misticos nem tampouco quero fazer apologias. Somente quero demonstrar que, por alguma razao que eu jamais saberei, apareceu uma imagem de protecao muito forte no meu caminho.
Pois bem, voltando ao churrasco de anteontem, eu estava conversando com os meninos enquanto a carne assava e coloquei a mao no bolso. Senti que tinha alguma coisa nele e tirei para ver o que era. Podia ser um prego, um grampo, um papel de bala. Mas nao. Era um crucifixo. E so. Nao parece ter sido arrancado nem ter caido de lugar algum. A roupa que eu estava usando tinha acabado de ser lavada. Estava com calor e coloquei. Acontece que quando eu lavei deixei na maquina e fui para a escola e para o trabalho. Quem tirou da maquina e colocou no varal foi a Vivi, que mora la em casa. E ela me disse que tinha colocado a mao nos bolsos para desengruvinhar na hora de secar e nao tinha sentido nada.
Novamente, nao quero mistificar nem propagar a ideia de que eu sou um ima de imagens sagradas. So acho que os sinais da vida nao aparecem a toa. E me senti protegido.
Tenho feito minhas oracoes espiritas e me sentido muito bem com elas. Mas a Ju, outra moradora de casa, me chamou para acompanha-la a missa brasileira que acontece aqui perto de casa todas as quartas-feiras. Resolvi ir para o padre benzer o crucifixo.
Agora ele esta bento e com certeza mal nao fara!
Mudando do Ceu para a Terra, hoje fui a aula e tive uma grata surpresa: meu professor ruim saiu por uma razao nao revelada e so deve voltar daqui a algumas semanas. Muito bom! Meu professor substituto e uma figura. Ele e bem novo mas tem um metodo legal. Nos colocou para discutir temas controversos. Bom demais para treinar a labia e as habilidades de persuasao em ingles.
Desculpem pela falta de cronologia, porem agora vou falar do meu trabalho: hoje o dia foi bem tranquilo, menos clientes que os outros dias. O chefe, que e meio afetado, passou o dia fora e o negocio aliviou demais. Trabalhamos bem sincronizados, com o sorrisao no rosto e so esperando a hora de comer as nossas saladas.
Passei em casa e lavei um montao de roupas. Hoje caiu uma chuvinha bem picareta, mas e melhor eu nao ficar provocando porque depois comeca a chover de verdade e o trabalhador e quem se ferra!
Agora estou na lan house com o Douglas e o Junior.
Daqui a pouco vou para casa.
Amo voces.
Beijos.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

As rotas novas funcionam.

Ontem a noite, depois de sair daqui da biblioteca eu fui para casa.
Lavei meu uniforme e esperei o Junior voltar para casa depois de uma entrevista de emprego. Ainda nao foi dessa vez que ele conseguiu.
Como tinha sobrado carvao e carne do churrasco de sabado e nos dois estavamos de bobeira, eu animado pela presenca de seis belas mulheres na casa vizinha, alem do tempo estar extremamente convidativo, resolvemos jantar churrasco na varanda. Uma beleza!
Dormi por volta de meia-noite. Acordei hoje no mesmo horario de ontem, tomei banho e cafe e fui para o trabalho. Sem nenhum imprevisto negativo no metro, cheguei adiantado. Troquei de roupa arrumei um monte de coisas ate dar o meu horario e entao comecei. Foi bem cheio para a media das quartas-feiras, segundo o pessoal.
Terminei no horario combinado, preparei uma salada deliciosa para eu comer e fui para a escola.
Fui pela rota nova. Muito boa! Alem de ter um visual lindo e um ar bem fresco, ja corto um caminho que me faz ganhar uns 20 minutos. Show de bola!
Enquanto caminhava, curtindo um ventinho, um sol radiante e um ceu de brigadeiro, ao som de Coldplay, numa das minhas musicas favoritas, "What If", comecei a pensar que vou sentir saudade disso tudo aqui um dia. Parece melancolico demais, cedo demais, ate pode ser tudo isso, mas o que ocorre e que eu nunca senti tanta falta de lugares e pessoas como tem sido aqui. Nada que mate, mas que vez ou outra me abala, ou me refresca os momentos duros e ate me faz me sentir mais eu. To ficando mais emocional. E estou ficando mais racional tambem, ja que tenho que tomar todas as decisoes sozinho. Vou continuar me testando.
Enfim, a rota nova para a escola funciona. A rota nova que tomei na vida tambem tem me levado pra um monte de lugares meus que ainda nao tinha conquistado. Agora ja fazem parte da minha historia.
Amo voces.
Beijos.

terça-feira, 29 de julho de 2008

O predio em forma de bala e a Biblioteca Publica.

Hoje fui um pouco mais cedo para o trabalho pensando em chegar com mais tempo para me trocar, ajudar na cozinha e ficar mais sossegado.
No entanto, o que era uma estrategia para aproveitar melhor meu tempo acabou se tornando em uma medida preventiva para atrasos.
Apesar de reconhecer que o transporte publico de Londres e fantastico pela sua abrangencia, admito que ja concordo com as bravatas que ouco desde que cheguei aqui, vindas das bocas de ingleses natos e alguns moradores estrangeiros da cidade, sobre os constantes atrasos e a superlotacao do metro.
Talvez por ja ter morado quatro anos em Sampa e sentir falta diariamente de um sistema de metros que me levasse a qualquer lugar (como ocorre aqui), nao dava muito importancia para os evidentes defeitos do sistema daqui. No entanto, em dois dias ja comeco a ter minha visao afetada. E acho que o principal motivo e que agora eu preciso do metro para chegar pontualmente aos meus compromissos e tambem poder relaxar no caminho de volta para casa.
Na ida para o trabalho esperei na minha estacao por 15 minutos, quando nunca tinha ficado mais de 5. O trem finalmente chegou, mas o numero de pessoas havia triplicado e, duas estacoes depois, todos tiveram de trocar de trem. Ou seja, nos juntamos a outra multidao. Esperamos mais 7 minutos e embarcamos no seguinte.
Esse pequeno imprevisto me teria feito chegar pelo menos 25 minutos atrasado caso eu tivesse saido no horario de ontem.
Apesar disso, o dia de trabalho foi otimo. Bem menos gente que ontem, o chefao em cima, mas sem falar um "A". Ele gostou do meu servico.
Hoje nao tinha aula, ja que o meu pessimo professor ia faltar. Aproveitei entao para fazer um teste e pegar uma rota alternativa para chegar ate a escola. Peguei umas indicacoes com os meninos que trabalham comigo e me mandei.
De camisa florida, celular tocando MP3 e curtindo o visual, fui andando em direcao a estacao de Bank. Despontando na rua vi que a minha esquerda se encontrava a monumental Catedral de Sao Paulo, vulgo St. Paul's Cathedral. A catedral Anglicana de Londres e ponto turistico obrigatorio, mas que eu ainda nao tinha visitado. Ja entrou para lista.
Como nao queria sair do meu planejamento coloquei na lista e me mantive na rota. Segui algumas placas e me vi em frente ao Queen Victoria's Theatre, outro monumento arquitetonico que foi restaurado ha poucos anos.
Olhando de cima para baixo me vi diante de uma das vistas mais comuns na Londres contemporanea: uma construcao historica sendo "engolida" por uma obra de arte da modernidade. Bem detras do teatro via-se a ponta do 30 St. Mary Axe, ou Gherkin (Pepino, em ingles). E um predio maravilhoso, todo envidracado e com formato de um projetil (ou bala).
Quando me vi ja estava freneticamente andando em direcao a ele, totalmente entregue a uma curiosidade que me atormenta desde que o tinha visto, a distancia, no dia em que cheguei aqui.
Abri mao do "Projeto Rota Nova" e fui caminhando. Em menos de 15 minutos estava diante dele. Valeu demais a pena. Ate porque, no meio do caminho ate ele, eu ainda encontrei um mercado de rua maravilhoso e um PUB incrivelmentre conservado, com escadarias, lustres e pinturas de anos muito idos. Tirei fotos, mas nao postarei hoje.
Nao postarei hoje porque neste momento estou estreando a minha conta de usuario na Willesden Green Library. Isso mesmo. Eu agora sou socio da biblioteca publica do meu bairro. Ela fica a menos de 10 minutos caminhando de casa e me oferece livros, revistas e jornais para emprestimos de ate 3 semanas, DVD's variadissimos para ate uma semana e internet de graca, ilimitada.
Mesmo tendo a internet de graca aqui eu terei que eventualmente acessar da lan house. Isso porque o expediente daqui acaba cedo demais para o horario do Brasil, entao ficaria impossivel de falar com voces por MSN ou Skype.
A biblioteca e muito bem estruturada, muito conservada, sileciosa e bem familiar. Que belo exemplo a ser seguido pelos nossos prefeitos brasileiros.
Amanha testarei de verdade o novo caminho e conto se valeu a pena.
Amo voces.
Beijos.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Um domingo com feijao e sol. Metro pior que Sampa.

Sabado a noite nao saimos novamente, entao resolvemos comprar umas cervejinhas, aproveitar o calorao que estava e assar uns hamburgueres na churrasqueira. Nao foi dificil colocar meus companheiros de casa na jogada, ja que gaucho nao dispensa um carvao queimando.
Quando era meia-noite recebi uma mensagem do Marmotta no meu celular: "Almoco em casa 13h desse domingo com feijao da mamae. Bring some beer.". Topei na hora.
Acordei no domingo, tomei um banhao e peguei o metro. Desci na estacao de Bow Road da District Line, e liguei para o Marmotta como estava combinado. Ele me pediu para andar umas quadras e pegar um onibus. Peguei o onibus e desci no ponto combinado. De longe ja vi a criatura com a camisa do Brasil. Chegando la dei de cara com a mae dele na cozinha, preparando feijao, maionese, arroz, frango a passarinho, salada, farofa... qua' morri!
Entrei, vi o pai e a irmazinha dele tambem. Eles vieram passar 20 dias com ele passeando pela Europa. Vai ai a sugestao, meus brasileiros!
Muita cerveja no gelo, uns 31 graus de temperatura, sol na cachola e so alegria.
Comemos muito bem e, quando eram 21h30 fiz a coisa certa: voltar pra casa.
Domingo, dia de oracao, vespera de comeco no meu emprego novo. Ja tinha curtido muito.
Cheguei em casa, tomei um banho, fiz minha oracao e fui dormir. Vibracoes emitidas com muito amor pra voces!
Hoje acordei as 8h30, tomei banho e cafe. Peguei o trem e desci na estacao de Westminster, muito imponente por sinal. Acima dela, no nivel do solo, ficam a Abadia de Westminster e os predios do parlamento ingles. Peguei a District Line e fui em direcao a Mansion House. Meus amigos tinham me dito que a loja onde eu trabalharia e do lado da estacao. Mas e praticamente DENTRO dela.
Cheguei 10h30, horario combinado. Me troquei, conheci meus cologas e comecei.
Muito calor de novo, todos os ingleses querendo minha saladinha. Ai ja viram, ne?! Nao parei um segundo! Mas valeu. Otimo primeiro dia oficial!
Fui para a escola. Cheguei um pouco atrasado, mas nada que comprometesse.
Quando eu fui mudar de horario na semana passada, depois de garantir o emprego, a moca da recepcao da escola tinha me alertado que o professor nao era uma unanimidade. Vi porque. A aula e devagar, o metodo e esquisito. Enfim, ja estava querendo dar uma mudada de ares. Se tudo der certo, vou mudar para a escola de Trafalgar Square. La tem muitas vagas e fica mais perto do trampo.
Saindo da aula, percebi que Papai do Ceu queria que eu me sentisse mesmo um trabalhador.
Entrei na estacao de Holborn, que e muito central, e ja percebi a encrenca. Seis da tarde, rush total! Esperei passarem 3 trens ate conseguir entrar em um que eu "coubesse". Desci em Bond Street para pegar a linha Jubilee, que me traz ate em casa. Nessa estacao tive que esperar 5 trens. Quase uma hora esperando na porta, sem conseguir entrar em um sequer. Uma vez ninguem desceu e ninguem entrou. Depois, dei espaco para uma moca com o bebe no colo. Na outra vez, a uma moca com o bebe na barriga. Enfim, como sou um cara bem paciente, fiquei aproveitando as penurias do bom trabalhador.
Estava um forno no trem. Demorou, mas chegou!
O Junior, meu flatmate, precisava que eu ligasse para uma pessoa que tinha oferecido uma entrevista de emprego para ele. Ele tem tido muita dificuldade ate para conseguir entrevistas, por causa do ingles dele. Entao vez ou outra eu me passo por ele. Desta vez deu certo. Amanha ele tem uma entrevista as 16h. Deu tao certo, que o cara que vai entrevista-lo e brasuca. Torcida ai galera!
Agora ha pouco tomei um banho, vim ao supermercado e passei aqui na lan para dar noticias.
Espero que todos estejam bem!
Amo voces!
Beijos.

sábado, 26 de julho de 2008

Nem um ventinho.

Sem muitas novidades por hoje.
Apenas acordei umas 11h, tomei meu cafe e decidi junto com o pessoal que ia rolar um almoco coletivo.
Estavamos indo ao supermercado comprar os ingredientes e passamos na frente de uma charity shop, especie de brecho sem fins lucrativos, logo embaixo de casa e vimos que estava rolando uma promocao de 50% em tudo. Muitas coisas bacanas. Comprei um guarda-chuvas todo legalzao por £1.
Compramos tudo para o strogonoff no supermercado e voltamos para casa.
Tomamos umas cervejinhas ate o almoco ficar pronto.
Comemos ate cair. O problema e que a gente vive reclamando do vento aqui de Londres e, logo hoje que esta fazendo um calorao, um abafadao, nao bateu nem um ventinho. A saudade do Brasil diminuiu uns 890%. hahaha
Do Brasil, nao de voces!!!
Agora vamos para casa assistir a um filminho e bater um papo.
Muitas saudades!
Amo voces!
Beijos

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Saladeiro de papel passado.

Mais um dia de verao intenso aqui em Londres.
Muito sol, muito calor. As pessoas extremamente brancas, com os bracos e pernas de fora, labios com protetor solar, se escondendo nas sombras e... comendo salada.
Cheguei no restaurante 10h40, me troquei e subi. Comecaram a chegar os primeiros clientes umas 11h. Nao parou mais de chegar gente.
O ritmo levemente mais tranquilo que ontem. Me senti bem a vontade, fiz um monte de saladas e o tempo voou. Quando estava no meio do meu horario, a Magda, minha gerente, me chamou no escritorinho dela. Desci e ela pediu que eu preenchesse uns formularios. Eles pediam dados como endereco, Insurance Number, passaporte, conta de banco, aniversario, etc.
Li, reli, assinei e pronto. Agora sou um salad maker de papel passado.
Na hora de ir embora preparei minha salada. Muito boa. Comi uns camaroes, molho pesto, folhas misturadas, frango, tortilla chips, mozzarella, tomate e cebola. Delicia!
Voltei para casa, lavei meu uniforme, guardei os outros tres que ganhei e fui ao supermercado para a acompanhar a Ju, que mora la em casa.
Voltei para la - alias, acabei de lembrar que esqueci de tirar meu uniforme da maquina - e vim para a lan house dar um salve.
Salve galera!
Tudo muito bem por aqui, mais um final de semana chegando.
Que todos ai curtam muito, se cuidem, mandem umas vibracoes para ca e recebam as minhas melhores.
Quem quiser eventualmente me ligar, pegue o meu numero com meu pai, minha mae ou meus irmaos. E caro, mas falar comigo tambem nao e qualquer coisa, ne?!
Amo voces!
Beijos.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Primeiro dia do trabalhador.

Hoje eu comecei a trabalhar oficialmente.
Cheguei as 10h30, meia-hora antes do combinado. Ja comecei a ajudar.
Aprendi a montar as stations, a colocar e tirar coisas do pequeno elevador que liga a cozinha, que fica no subsolo, ao restaurante e, assim que comecaram a chegar os primeiros clientes, comecou meu trampo.
Hoje foi especialmente quente aqui em London. Muito calor mesmo! O pessoal procurando sombras, os parques lotados, gente passando mal e... comendo salada!
Parecia que cada um que via o restaurante decidia entrar.
O movimento foi muito acima do esperado, o que foi otimo para um "aspira" como eu. Sem margem para erros, com muita concentracao e pronto. Apesar de uns leves deslizes, tudo correu muito bem. Nao errei nenhuma salada, so esqueci uma hora um ovo de uma mulher. Na verdade, o que aconteceu foi que ela pediu para eu acrescentar o ovo em uma salada que, para mim, nao tem nada a ver com ovo. E claro que eu nao tenho nada a ver com isso mas, como essa foi a primeira coisa que se passou na minha cabeca, provavelmente me fez cometer o ato-falho! Agora ja foi!
O tempo passou voando. Mesmo na hora em que a fila estava para fora do restaurante, dobrando a esquina, nao deu tempo de ter medo.
Do mesmo jeito que, repentinamente, um milhao de pessoas apareceram, elas se foram.
Acabaram as saladas, limpamos as tres stations, acabou o meu horario e entao minha chefe me liberou para preparar a minha salada. Huuuummm!!
O Vanderson tinha me dito que quem define a salada base e a chefia. Eu disse a ele que nao me importava, contanto que nao fosse escolhido cous-cous para a minha estreia. Eita boca maldita! Mas ficou muito boa. Fiz com base de cous-cous, Caesar Salad e tomate.
Para voces entenderem um pouco de como funcionam as coisas, acessem o link abaixo. La tem tudo sobre o restaurante, inclusive o menu.

www.vitalingredient.co.uk

Meu uniforme e o roxo, com direito a bonezinho e avental.
O tempo voou, achei muito legal trabalhar com comida. O pessoal e realmente bacana e me deu a maior forca.
Amanha tem mais salada e mais postagem.
Amo voces.
Beijos

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A boa nova.

O tempo passar rapido aqui nao significa que as coisas acontecam com menor intensidade, ou ainda que as coisas nao acontecam. Muito pelo contrario!
As vezes parece que o dia nao rendeu tanto por ele passar rapido ou porque ele parece muito curto pelo tanto de coisas que temos de fazer.
Hoje e dia 23 de lulho de 2008. Cheguei em Londres dia 23 de junho de 2008. Nesses trinta e um dias eu ja visitei um monte de lugares, mas esse monte nao passa de uma pequena porcao de todos que eu ainda quero visitar. Conheci muita gente, mas apenas uma amostra da multidao de personagens que ainda vao entrar na historia.
Bebi pouco, sai muito pouco. Mas me diverti a beca!
Minha casa ja e familiar, o pessoal da lan house, do mercadinho e da estacao de metro ja me cumprimenta.
Meu CV ja e o pedaco de papel mais lido do Reino Unido, ou esta no Top Ten.
Depois de muito bater perna, depois de muito ouvir "I'll call you tomorrow!", "Thanks, but we do not have any vacancies for part-time jobs.", eu hoje recebi a boa nova.
Por indicacao da Magna, que mora na minha casa e trabalha em um restaurante chamado Vital Ingredient, levei um CV a um restaurante dessa mesma rede ha umas duas semanas.
O restaurante, como diz o nome, tem como filosofia preparar e servir saladas, sucos e sopas com ingredientes naturais, nutritivos e caros.
Depois de deixar o curriculum, fiquei a semana passada inteirinha sem resposta. Fiz aquela entrevista na lanchonete pequena, recebi mais uns naos e continuei na luta.
Segunda-feira fiz uma entrevista com a gerente do Vital Ingredient, Magda, uma polonesa gente boa, mas linha dura. Ela gostou do meu ingles, gostou do fato de eu ter sido indicado, percebeu que eu queria trabalhar e me chamou para um treinamento hoje. Avisou que minhas horas treinando seriam nao-remuneradas e que, caso eu fosse aprovado, comecaria no dia seguinte.
Cheguei hoje dez minutos antes da hora combinada, fiquei esperando com um certo friozinho na barriga. Esta um calorao em Londres. Mais um motivo para a sensacao de aperto!
Ela me chamou e me deu a primeira boa noticia: quem iria me instruir no treinamento era o Vanderson, aquele amigo que noivou na minha casa com o namorado ha 2 semanas.
Desci ate a cozinha, peguei uma camiseta polo roxa, bem justa por sinal, coloquei o bonezinho e o avental e subi. Comecou a pauleira. Foi so o tempo de ele me explicar o basico e comecou a chegar gente. Por se tratar de um restaurante de comidas leves, em dias de calor o negocio la ferve. E ferveu. Durante a hora e meia que fiquei treinando devo ter preparado umas 30 saladas. Coisa de louco!
Num determinado momento, Magda pediu que o Vanderson descesse e colocou a supervisora para me acompanhar. Eu gritava "Next, pleeease!", pegava a salada, ouvia o pedido, montava, conferia, entregava e "Next, pleeease!".
De repente, a supervisora me avisou que depois da salada que eu estava preparando era pra eu descer para falar com a Magda.
Terminei, desci e fiquei esperando ser chamado. Ela passou, pediu para eu me trocar e ir encontra-la no escritorio dela, do outro lado da cozinha.
Me troquei e fui.
Ela disse que colocou o Vanderson, que tem muita experiencia no restaurante e a supervisora, que e quem manda no pedaco para me avaliar para ter certeza da escolha. Os dois tinham gostado muito de mim.
Comeco amanha!
O salario e bom, paga minhas contas. A regiao e sensacional, bem na parte chique do Londres. O pessoal parece ser bem legal tambem.
A boa nova veio. Valeram as rezas, valeu a bolha debaixo do dedao do pe direito.
Saiu um mundao de cima dos meus ombros.
Sai de la feliz da vida e fui para a escola pois, antes de comemorar qualquer coisa, tinha que trocar de horario de aula. Trabalharei de segunda a sexta, das 10h as 15h.
Cheguei na secretaria da escola rezando e perguntei se seria possivel. Como NADA e por acaso, so restava uma vaga para mudanca de turno. A minha, ufa!
Subi para o segundo periodo da minha aula. A ultima com essa turma.
Foi otima, super descontraida. Quando terminou, avisei ao professor e a turma que estava saindo. Ouvi aquele "Aaaaaaaaaaaah!" delicioso, dei um tchauzao e sai.
Me lembro que tinha destacado a despedida do meu albergue e que disse que aquela seria a primeira ruptura de muitas que ocorreriam ao longo da minha trip. Confirmado.
Amanha entro as 11h, recebo minhas ultimas instrucoes e comeco de verdade.
Agradeco demais a Deus por tudo que tenho recebido. Mas sei que nao teria recebido se nao contasse com a vibracao de todos, com as rezas de pai, mae, irmaos, padrinhos, tios, primos, amigos e das vovos. Alem da minha atitude, obviamente!
Estou com saudades de todos, mas hoje finquei mais um pouco o pe nessa terra!
Me sinto feliz, aliviado e vitorioso. Mesmo sabendo que as batalhas tendem a ficar mais dificeis, tambem eu fico mais forte.
Amo muito voces!
Beijos.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Ozoio da cara.

Hoje e o meu trigesimo dia. Sim, um mes.
Fui a aula. Consegui renovar meu Oyster (cartao de transporte) por mais uma semana gracas a uma forca extra da minha mamae que deu uma agilizada no meu cartao de credito. Valeu mae!
A aula foi muito produtiva. Aprendi muitas coisas. Entre elas, expressoes cotidianas sobre dinheiro. Que ironia! Tem muitas delas que sao bem parecidas com as usadas em portugues. Podre de rico, dinheiro nao nasce em arvores, queimar dinheiro, etc.
Num determinado momento surgiu a expressao "It cost me an arm and a leg!". Automaticamente, eu disse que no Brasil nos temos a expressao "Isso me custou os olhos da cara!". Falei isso em ingles. Meu professor me perguntou como se dizia em portugues e eu disse: "Me custou ozoio da cara!". E nao e que o inglesinho repetiu com perfeicao! Ficou hilario. A sala morreu de rir.
A aula acabou e eu fui com uma colega de sala, a Carolina, de Salvador, ate Tottenham Court Road para ajuda-la a escolher um notebook. E tambem para paquerar. Os notebooks!!!
Tem muitos em promocao. A media de preco de um bem completao aqui e de 450 pounds. Coisa de 1600 reais. Escolhemos um para ela e depois vim para casa.
Fiz um arroz de ontem reformado, que os gauchos chamam de cai-duro! Delicia!!!
Depois estudei com o Junior e vim ao supermercado.
To sentindo que vem coisa boa por ai! Aguardemos!
Amanha eu entro e conto mais!
Saudades!
Amo voces!
Beijos

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Quarta segunda-feira.

Estou prestes a completar um mes aqui. Um mes!
Que loucura!
Ja percebo nitidamente como meu ingles tem melhorado e como estou adaptado a essa cidade.
Ja nao a acho tao estranha, nem tao maluca.
Ja tenho amigos, lugares preferidos. Ja faco minha comida, lavo minha roupa. Ja sei onde esta tudo em meu armario.
Ja nao estranho meu colega de quarto, nem as paisagens do metro.
Ja sei decor os caminhos principais e a duracao de cada um deles.
Mas todo esse costume nao tira a emocao dos meus dias. Nao deixo de me lembrar de aproveitar cada segundo aqui. Nao me esqueco do principal motivo que me trouxe aqui: descoberta.
Hoje acordei, tomei cafe, banho e fui com o Douglas ate o banco desbloquear o cartao dele.
Passei em casa, peguei minhas coisas e fui para o metro. Fomos todos juntos.
Entrei na sala e assisti a aula. Sai um pouco mais cedo para ir a uma entrevista. Ainda nao tive resposta mas, assim que tiver, eu conto.
Ontem a noite fiz uma oracao no quarto. Douglas acompanhou. Fiquei bem sereno. Mandei boas vibracoes a todos voces e dei uma purificada em casa. Dormi que nem um anjo.
Amanha darei mais noticias!
Amo voces.
Beijos.

domingo, 20 de julho de 2008

Regent's Park e Baker Street.

Algumas fotos do passeio que fiz nesse sabado, dia 19/07/2008.
Aproveitem!
Beijos













Video de Greenwich.

Gente, nao reparem na qualidade. A intencao e boa!
Amo voces.


Tarde no meio do mundo.

Finalmente fui conhecer o Greenwich Park.
Nao, nao e coincidencia. E la mesmo que fica o meio do mundo. Muito bacana.
Colocarei umas fotos e tantarei colocar o videozinho que fiz.
Novamente, perdoem a qualidade das fotos e do video. Esse meu celular ta quebrando um galho, mas ainda nao me permite mostrar as coisas exatamente como sao.

Aproveitem!




Um pe no oriente e outro no ocidente. A cabeca e o coracao sempre ai com voces.

3 dias sem escrever.

Oi gente, quanto tempo!
Quem acompanha o blog percebeu que fiquei 3 dias sem postar nada. Não foi preguiça nem falta de interesse. Aconteceu um bocado de coisas que acabaram me impedindo de acessar a internet com tempo suficiente para escrever.
Nada de muito novo aconteceu.
Quinta-feira eu fui para a aula de metro. Tudo muito bem. No intervalo da aula me liga uma moça de um dos lugares onde havia deixado meu CV. É uma pequena lanchonete. Eles estão precisando de um gerente para o período da tarde. O serviço é bacana. Anotar pedidos, servir, limpar, organizar, cozinhar. Mesmo sabendo que meu horário jamais bateria, fui para ver como era. Cheguei pontualmente às 15h30. Fui entrevistado por uma moça linda. Cara de brasileira. A entrevista foi toda em inglês, na frente do chefe dela. Coisa de 20 minutos.
Ficaram de me ligar a noite caso fosse aprovado. Assim, na sexta-feira eu faria um treinamento. Não me ligaram! Droga!
Sexta-feira mesma coisa. Aula, casa. Compramos uma cervejinha e fizemos uma reunião aqui do pessoal de casa. Altos papos. Muito bom!
Ontem acordei tarde e tomei um cafezão. Assisti ao treino da F1 e fique estudando um pouco.
Fiz almoço e fui com Vivi, Douglas e Junior até Regent's Park. Lindo demais.
Mais um parque extremamente bem cuidado. Flores, jardins, lagos com pedalinhos.
Esse é o terceiro sábado que eu passp aqui. O terceiro com MUITO sol. Então os campos do parque estavam abarrotados de famílias e grupos de gente fazendo pique-nique e tal.
Voltamos para casa perto das 21h, plena luz do dia. Passamos por Baker Street, vimos o Museu do Sherlock Holmes e tudo que se refere a ele.
Passamos no Sainsburry's e compramos ingredientes para uma pizza improvisada. Aprendemos aqui com o pessoal de casa essa receita barata e gostosa. Boa para esse período de low budget.
Pão-de-forma, massa de tomate, queijo, presunto, cebola, salame e tomate. Show!
Tomamos as cervejas que sobraram, comemos bem e ficamos mais uma noite papeando na sala que improvisamos na área comum da casa.
Hoje acordei 11h e acabei de assistir a corrida da F1. Dois brasucas no pódio. Que beleza!
Hoje vamos ao meio do mundo! Greenwich. Dizem que o parque é lindo e de quebra tem 3 museus abertos ao público. Colocarei fotos do passeio de ontem e de hoje assim que voltar.
Que essa semana traga novidades (digo, emprego) e mais coisas boas!
Amo vocês.
Beijão.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Meu quarto em Londres!

Ae galerinha, esse e o meu quarto!
Estao convidados a entrar!
Amo voces!